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O Instituto Nacional do Seguro Social ampliou o prazo de concessão do benefício por incapacidade temporária, anteriormente conhecido como auxílio-doença, como forma de reduzir filas e agilizar o atendimento aos segurados afastados do trabalho por problemas de saúde. A mudança ocorre em meio ao aumento da demanda pelo benefício, que atualmente possui cerca de 650 mil brasileiros aguardando análise dos pedidos. O novo modelo permite que o afastamento seja concedido por até 90 dias com base apenas na análise documental, sem a necessidade imediata de perícia médica presencial. Antes da alteração, o período máximo concedido por meio de atestado médico era de 60 dias. A medida busca diminuir o número de pessoas que precisam comparecer às agências da Previdência Social, tornando o processo mais rápido e menos burocrático. Os pedidos podem ser feitos diretamente pelo site ou aplicativo Meu INSS, onde os segurados enviam documentos médicos, laudos e atestados para avaliação. O objetivo do órgão é evitar deslocamentos desnecessários e reduzir o tempo de espera enfrentado pelos trabalhadores afastados de suas atividades profissionais.
A ampliação do prazo do benefício ocorre em um cenário de dificuldades enfrentadas por milhares de trabalhadores que dependem do auxílio para manter as despesas básicas enquanto estão impossibilitados de trabalhar. Muitos segurados relatam demora na análise dos pedidos e dificuldade para obter informações claras sobre o andamento do processo. Em diversos casos, a ausência de resposta do sistema por semanas gera insegurança financeira e emocional. Especialistas em direito previdenciário orientam que, se não houver retorno do INSS entre dez e quinze dias após a solicitação, o segurado deve procurar uma agência presencialmente para verificar possíveis pendências no processo. Também foi ampliada a utilização da teleperícia em diversas regiões do país. Atualmente, cerca de 350 cidades brasileiras contam com o sistema de atendimento remoto, no qual o segurado comparece a uma unidade do INSS, mas realiza a perícia médica por videoconferência com um profissional localizado em outro município. Segundo o governo, a medida pretende ampliar o acesso ao serviço em locais onde há falta de peritos ou longos períodos de espera para atendimento presencial.
Especialistas afirmam que as mudanças podem contribuir para desafogar o sistema previdenciário, mas destacam que ainda existem desafios relacionados à eficiência da análise documental e à comunicação com os segurados. Trabalhadores afastados frequentemente enfrentam dificuldades financeiras enquanto aguardam a aprovação do benefício, já que continuam acumulando despesas domésticas, contas e compromissos mensais sem receber salário. A situação se torna ainda mais delicada em casos de trabalhadores autônomos ou pessoas sem outras fontes de renda. O Ministério da Previdência Social informou que parte dos atrasos ocorre devido à ausência de documentos obrigatórios nos pedidos enviados ao sistema. Por isso, o órgão recomenda atenção ao preenchimento correto das informações e ao envio completo dos laudos médicos exigidos. A expectativa do governo é que as novas regras reduzam significativamente a necessidade de perícias presenciais e diminuam a fila de espera nos próximos meses. Mesmo assim, especialistas reforçam que a modernização do atendimento precisa ser acompanhada de maior eficiência administrativa para garantir que trabalhadores incapacitados recebam o benefício dentro de um prazo adequado e sem prejuízos financeiros prolongados.

