MWM MWMW MWM MWMWMW, 18 de Março
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Entraram em vigor no Brasil novas regras do Estatuto da Criança e do Adolescente voltadas ao ambiente digital, conhecidas como ECA Digital, com o objetivo de ampliar a proteção de crianças e adolescentes no uso da internet. A legislação estabelece diretrizes mais rigorosas para redes sociais, plataformas de vídeo e jogos online, reconhecendo o papel central que esses ambientes ocupam no cotidiano dos jovens. Entre as principais mudanças, destaca-se a criação do Centro Nacional de Triagem de Notificações, vinculado ao Ministério da Justiça e sediado na Polícia Federal, responsável por receber e analisar denúncias de crimes praticados contra menores no ambiente virtual. A iniciativa busca centralizar informações e agilizar investigações, especialmente em casos de assédio, aliciamento e exploração, que frequentemente têm origem em plataformas digitais.



A nova regulamentação também impõe obrigações diretas às empresas de tecnologia, que passam a ter maior responsabilidade na proteção de usuários menores de idade. Uma das exigências é que contas de adolescentes com até 16 anos estejam vinculadas a um responsável legal, permitindo maior supervisão das atividades online. Além disso, as plataformas devem oferecer ferramentas de controle parental, como definição de limites de tempo de uso, restrição de contatos e monitoramento de interações. A lei ainda proíbe o uso de dados de crianças e adolescentes para fins de publicidade direcionada e determina a criação de mecanismos que dificultem o acesso a conteúdos inadequados, especialmente aqueles classificados para maiores de 18 anos. Recursos considerados potencialmente prejudiciais, como sistemas de recompensa em jogos e estratégias que incentivam o uso excessivo, também passam a ser restringidos.

Outro ponto relevante do ECA Digital é a obrigatoriedade de remoção de conteúdos criminosos envolvendo menores sem a necessidade de ordem judicial, desde que haja denúncia por parte da vítima, familiares ou autoridades competentes. Essa medida visa acelerar a retirada de materiais prejudiciais e reduzir os danos causados às vítimas. As principais empresas de tecnologia afirmam já adotar políticas compatíveis com as novas exigências, incluindo sistemas de verificação de idade, restrições de funcionalidades e ferramentas de acompanhamento para responsáveis. A legislação, no entanto, não pretende afastar crianças e adolescentes do ambiente digital, mas sim promover um uso mais seguro e adequado à faixa etária. Nesse contexto, especialistas ressaltam a importância da participação ativa das famílias no acompanhamento das atividades online, reforçando que a combinação entre regulação, fiscalização e conscientização é essencial para garantir a proteção dos jovens no espaço digital.