MWM MWMW MWM MWMWMW, 12 de Abril
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A agricultura brasileira vem ampliando de forma significativa o uso de bioinsumos, produtos biológicos considerados mais sustentáveis e menos tóxicos do que os defensivos químicos tradicionais utilizados nas lavouras. Em diversas regiões do país, produtores rurais passaram a substituir parte dos agrotóxicos por soluções naturais desenvolvidas a partir de microrganismos, bactérias e outras tecnologias biológicas voltadas ao controle de pragas e doenças agrícolas. Em uma fazenda localizada no estado de Goiás, esse processo começou há cerca de dez anos e trouxe resultados considerados positivos tanto para a produção quanto para os custos operacionais da propriedade. Segundo os produtores, a adoção dos bioinsumos contribuiu para um aumento de aproximadamente 13% na produtividade agrícola e reduziu em cerca de 48% os gastos relacionados ao uso de fungicidas e inseticidas químicos. Além da redução de custos, a mudança também trouxe benefícios ambientais, já que os produtos biológicos ajudam a preservar organismos importantes para o equilíbrio do solo e diminuem os impactos causados pela aplicação excessiva de substâncias químicas. O modelo apresentou resultados tão satisfatórios que os próprios produtores decidiram construir uma fábrica dentro da fazenda para produzir os bioinsumos utilizados nas plantações, multiplicando bactérias benéficas capazes de combater doenças agrícolas de forma mais natural e sustentável.



As novas tecnologias voltadas à agricultura regenerativa ganharam destaque durante a Tecno Show, uma das maiores feiras de agronegócio do Brasil, realizada em Rio Verde, Goiás. Durante o evento, empresas apresentaram produtos inovadores desenvolvidos para combater pragas específicas sem prejudicar o equilíbrio ambiental das lavouras. Uma das soluções lançadas utiliza organismos biológicos para eliminar apenas os nematoides prejudiciais às plantações, preservando espécies consideradas benéficas para a qualidade do solo. Especialistas explicam que determinados nematoides atuam como indicadores naturais da saúde do ambiente agrícola e ajudam a manter o equilíbrio biológico da terra. Outra empresa apresentou uma tecnologia desenvolvida ao longo de cinco anos para impedir a reprodução das lagartas que atacam plantações de milho. O sistema utiliza feromônios para desorientar as mariposas responsáveis pela reprodução da praga, dificultando o encontro entre machos e fêmeas e reduzindo a proliferação dos insetos nas lavouras. A técnica busca diminuir a dependência de inseticidas convencionais e faz parte de um modelo agrícola conhecido como agricultura regenerativa, que combina produtividade, preservação ambiental e uso racional dos recursos naturais.

Os dados mais recentes demonstram o avanço acelerado desse modelo de produção no Brasil. Nos últimos quatro anos, o uso de bioinsumos cresceu cerca de 68% no país, alcançando aproximadamente 194 milhões de hectares tratados com tecnologias biológicas. Pesquisadores destacam que os estudos relacionados ao uso desses produtos começaram há cerca de 70 anos no Brasil, mas a adesão dos produtores aumentou de maneira mais intensa nos últimos anos devido às vantagens econômicas e ambientais oferecidas pela tecnologia. Especialistas da Embrapa Soja afirmam que os agricultores brasileiros estão cada vez mais tecnificados e atentos às alternativas capazes de aumentar a produtividade sem causar tantos impactos ao meio ambiente. Além de reduzir os custos de produção, os bioinsumos também colaboram para a conservação da biodiversidade, a melhoria da qualidade do solo e a redução da contaminação ambiental provocada por defensivos químicos tradicionais. O crescimento desse setor reflete uma mudança gradual na forma de produzir alimentos no país, indicando uma busca por modelos agrícolas mais eficientes, sustentáveis e alinhados às exigências de consumidores e mercados que valorizam práticas ambientalmente responsáveis.