MWM MWMW MWM MWMWMW, 19 de Fevereiro
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A Polícia Federal realizou uma operação no norte do Brasil para combater a exploração ilegal de recursos minerais, resultando na prisão de quatro suspeitos e deixando outros cinco foragidos. A ação teve como foco a extração clandestina de cassiterita, principal minério utilizado na produção de estanho, amplamente empregado em diversos setores industriais, como na fabricação de ligas metálicas, eletrônicos e embalagens. Segundo as investigações, o esquema criminoso já teria movimentado mais de R$ 400 milhões, evidenciando a dimensão econômica da atividade ilegal. As apurações contaram com o apoio da Receita Federal e revelaram a atuação estruturada do grupo, que dominava todas as etapas do processo, desde a extração em áreas proibidas até a comercialização fraudulenta do minério.



De acordo com as autoridades, o grupo utilizava mecanismos para ocultar a origem ilícita da cassiterita, incluindo a emissão de notas fiscais falsas e o uso de empresas de fachada para “esquentar” o produto e inseri-lo no mercado formal. A extração ocorria principalmente em áreas da região Norte, incluindo territórios indígenas e regiões de difícil fiscalização, como no Amapá, Amazonas e Roraima, além de conexões com a Venezuela. Com o aumento da repressão em áreas tradicionais de garimpo ilegal, como terras indígenas, os criminosos passaram a expandir suas atividades para outras localidades, dificultando o controle por parte das autoridades. A operação identificou a movimentação de centenas de toneladas do minério com aparência de legalidade, reforçando a complexidade do esquema.

As ações policiais incluíram o cumprimento de mandados de busca e apreensão em diversos estados, além da prisão de um dos principais responsáveis pelo núcleo de extração. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 405 milhões em bens e valores dos investigados, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos. Os envolvidos poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e usurpação de bens da União. O caso evidencia não apenas o impacto econômico do garimpo ilegal, mas também seus efeitos ambientais e sociais, reforçando a necessidade de intensificação das ações de fiscalização e de políticas públicas voltadas à proteção dos recursos naturais e das populações afetadas.