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O Brasil se despediu de um dos maiores nomes da história do esporte nacional com a morte de Oscar Schmidt, conhecido como “Mão Santa”, aos 68 anos. O ex-jogador faleceu em um hospital na região metropolitana de São Paulo após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Segundo informações divulgadas pela equipe médica, ele chegou ao pronto-socorro em estado grave, foi atendido pelos profissionais de emergência, mas não resistiu. A notícia provocou grande comoção entre admiradores, atletas e representantes do esporte brasileiro, já que Oscar é considerado o principal jogador da história do basquete nacional. Durante toda a tarde, houve intensa movimentação no hospital, com a presença de jornalistas e equipes de segurança. No início da noite, o corpo foi levado por um carro funerário, enquanto familiares informaram, por meio de nota oficial, que a despedida ocorreria de forma reservada, restrita apenas à família, respeitando o desejo de privacidade neste momento de luto.
Nos últimos anos, Oscar Schmidt enfrentava problemas de saúde relacionados a um câncer no cérebro e também a complicações cardíacas. Em 2011, durante uma viagem de férias aos Estados Unidos, ele passou mal e descobriu um tumor benigno de sete centímetros na cabeça, que precisou ser retirado por meio de uma cirurgia delicada. Dois anos depois, exames identificaram um novo tumor, desta vez maligno, levando o ex-atleta a iniciar um longo tratamento com radioterapia e quimioterapia. Mesmo diante das dificuldades, Oscar manteve postura otimista e costumava demonstrar bom humor ao falar sobre a própria recuperação. Em 2016, ele voltou a enfrentar um momento crítico ao ser diagnosticado com arritmia cardíaca, permanecendo internado durante semanas em hospitais nos Estados Unidos e no Brasil. Apesar dos desafios de saúde, continuou realizando tratamentos e mantendo contato com admiradores, sempre reforçando mensagens positivas sobre valorização da vida e superação pessoal.
Oscar Schmidt encerrou oficialmente a carreira em 2003, atuando pelo Clube de Regatas do Flamengo, após construir uma trajetória marcada por recordes, títulos e reconhecimento internacional. Dono de uma das maiores pontuações da história do basquete mundial, tornou-se símbolo do esporte brasileiro e referência para diversas gerações de atletas. Nos últimos anos, vivia de maneira mais reservada em São Paulo, dedicando-se à família e ao tratamento médico. Recentemente, deixou de comparecer a uma homenagem organizada pelo Comitê Olímpico Brasileiro, no qual foi incluído no Hall da Fama da entidade, sendo representado pelo filho Felipe. Ao longo da vida, Oscar frequentemente destacava a importância de viver intensamente e valorizava cada momento ao lado das pessoas próximas. Sua trajetória ficou marcada não apenas pelo talento nas quadras, mas também pela coragem com que enfrentou a doença, tornando-se exemplo de perseverança e inspiração para milhões de brasileiros apaixonados pelo esporte.

