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A Polícia Federal deflagrou uma operação com o objetivo de investigar a atuação de uma organização criminosa suspeita de negociar vantagens indevidas e praticar tráfico de influência em benefício de um traficante internacional de drogas. A ação resultou na prisão de um delegado da própria corporação, identificado como Fabrício Romano, além de outros envolvidos no esquema. De acordo com as investigações, o delegado teria recebido valores para fornecer informações sigilosas e atuar de forma a favorecer interesses ilícitos, comprometendo a integridade de operações policiais. A operação, denominada “Anomalia”, integra um conjunto mais amplo de iniciativas voltadas ao combate à corrupção e à infiltração de agentes públicos em atividades criminosas.
Entre os alvos da operação também está um ex-secretário de Estado do Rio de Janeiro, Alessandro Pitombeira Carracena, que já se encontrava preso desde setembro de 2025 por envolvimento em outra organização criminosa. Na ação mais recente, foi cumprido um novo mandado de prisão contra ele, reforçando as suspeitas de participação em um esquema estruturado que envolvia diferentes atores, incluindo advogados e um policial penal. As ordens judiciais foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Segundo a Polícia Federal, o grupo teria criado uma rede articulada para praticar crimes contra a administração pública, utilizando cargos e funções para facilitar atividades ilegais e garantir benefícios ao tráfico de drogas.
A operação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor 2, que investiga conexões entre organizações criminosas e agentes públicos em diferentes esferas. As apurações indicam que o esquema possuía ramificações em diversas regiões, inclusive na capital federal, evidenciando a complexidade e a abrangência das atividades ilícitas. Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro. Até o momento, não houve manifestação oficial das defesas dos envolvidos. A Polícia Federal destaca que ações como essa são fundamentais para preservar a legalidade das instituições e combater práticas que comprometem o funcionamento do Estado e a segurança pública.

