MWM MWMW MWM MWMWMW, 26 de Abril
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As investigações conduzidas pela Polícia Civil revelaram a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em práticas de cobrança ilegal de dívidas no estado de Tocantins, com a participação de agentes públicos e um empresário apontado como agiota. Segundo as autoridades, entre os presos estão dois policiais militares e um agente do sistema prisional, que teriam utilizado suas funções institucionais para intimidar vítimas e facilitar a cobrança de valores de forma coercitiva. O grupo é acusado de agir de maneira coordenada, empregando ameaças graves, uso de armas de fogo e forte pressão psicológica, criando um ambiente de medo constante para as pessoas endividadas. Entre as vítimas identificadas estão uma idosa de 65 anos e um empresário local, que, segundo o relato investigativo, chegaram a fechar seu estabelecimento comercial por receio das intimidações.



De acordo com a apuração policial, o esquema funcionava com a suposta simulação de ações oficiais por parte dos investigados, que utilizavam seus cargos para dar aparência de legalidade às abordagens e aumentar a pressão sobre os devedores. A investigação resultou na decretação de prisão preventiva de quatro pessoas na cidade de Guaraí, além da suspensão imediata das funções dos servidores públicos envolvidos. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências e locais de trabalho dos suspeitos, com o objetivo de recolher provas como armas, cheques, celulares e documentos que possam comprovar a prática de agiotagem e extorsão. Os investigados deverão responder por crimes como extorsão, associação criminosa armada e agiotagem, enquanto suas defesas afirmam que as acusações não procedem e que irão recorrer das decisões judiciais.

Diante dos fatos, a Polícia Militar do Tocantins informou que os policiais militares citados já foram afastados de suas funções, com o recolhimento de suas armas e a abertura de procedimento administrativo interno para apuração dos acontecimentos. Já a Secretaria de Cidadania e Justiça comunicou o encerramento do vínculo contratual com o agente prisional envolvido no caso, reforçando a adoção de medidas administrativas imediatas. O caso segue sob investigação, com a continuidade das diligências para esclarecer completamente a extensão da atuação do grupo e a possível existência de outras vítimas ou envolvidos. As autoridades destacam que a apuração busca não apenas responsabilizar os suspeitos, mas também impedir a repetição de práticas semelhantes que comprometam a confiança nas instituições públicas e na segurança da população.