MWM MWMW MWM MWMWMW, 08 de Maio
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A Polícia Federal realizou uma operação no estado do Rio de Janeiro para investigar um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao jogo do bicho, utilizando uma rede de postos de combustíveis e outros empreendimentos comerciais. A ação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em residências e escritórios localizados principalmente nas zonas oeste e sudoeste da capital fluminense, além do município de Mangaratiba, na Costa Verde. Entre os investigados está a família Coité, apontada pelas autoridades como responsável por movimentar e ocultar recursos oriundos da contravenção. Segundo as investigações, o grupo teria ligação histórica com o esquema operado por Castor de Andrade, um dos nomes mais conhecidos do jogo do bicho no Rio de Janeiro durante as décadas de 1960 a 1990.



De acordo com a Polícia Federal, a organização utilizava empresas formalmente registradas em nome de terceiros para dar aparência legal aos valores obtidos ilegalmente. Entre os negócios investigados estão postos de gasolina, lojas de conveniência e empresas voltadas à gestão patrimonial. As autoridades suspeitam que essas estruturas empresariais eram usadas para inserir dinheiro da contravenção no sistema financeiro formal, ocultando sua origem criminosa. A operação também teve como alvos três policiais civis e um policial militar suspeitos de participação ou ligação com o esquema investigado. Além das buscas, a Justiça autorizou o bloqueio e sequestro de diversos bens atribuídos aos investigados, incluindo imóveis, veículos de luxo, participações societárias e embarcações.

Os investigados poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade ideológica e sonegação fiscal. A Polícia Civil informou que presta apoio às investigações por meio de sua Corregedoria, enquanto a Polícia Militar declarou colaborar com a operação e reforçou que não tolera desvios de conduta praticados por integrantes da corporação. A investigação também cita a relação indireta com Rogério de Andrade, apontado como herdeiro de uma das principais estruturas do jogo do bicho no estado e atualmente preso em unidade federal, embora não existam mandados expedidos contra ele nesta operação específica. Até o momento, representantes da família investigada não se manifestaram publicamente sobre as acusações apresentadas pelas autoridades.