MWM MWMW MWM MWMWMW, 11 de Março
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Empresas dos setores de transporte coletivo e de cargas já iniciam a avaliação dos impactos decorrentes do conflito no Oriente Médio, especialmente em razão da elevação e da instabilidade nos preços do petróleo no mercado internacional. Essa variação afeta diretamente os combustíveis derivados no Brasil, com destaque para o óleo diesel, que representa parcela significativa dos custos operacionais dessas atividades. Diante desse cenário, transportadoras, como uma empresa localizada em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, passaram a recalcular despesas e projeções financeiras. Essa companhia, que presta serviços a companhias aéreas, agentes de carga, importadores e exportadores, estima que o diesel corresponda, em média, a cerca de 35% do custo total do frete. Mesmo sem reajustes oficiais por parte da Petrobras, já foram registrados aumentos no preço do combustível em diversas cidades, o que intensifica a preocupação do setor com a volatilidade do petróleo, considerado insumo essencial para suas operações.



Além do transporte de cargas, empresas de transporte coletivo também enfrentam dificuldades diante da oscilação dos preços. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, foi observado um aumento médio de aproximadamente 10% no valor do diesel em apenas uma semana, equivalente a cerca de 15 centavos por litro. Esse reajuste gera impactos financeiros expressivos, podendo alcançar até 2 milhões de reais ao final de um mês para determinadas empresas. Outro fator que agrava a situação é o risco de desabastecimento do produto nos postos, o que amplia a insegurança operacional. Representantes do setor destacam que já há sinais de pressão nos custos da matéria-prima, refletindo gradualmente no preço final, ainda que nem sempre de forma plenamente justificada. Nesse contexto, o principal desafio consiste em encontrar alternativas viáveis para mitigar os efeitos da alta dos preços e de uma eventual escassez de diesel no mercado interno.

Diante desse quadro, entidades representativas buscam soluções junto ao poder público. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil encaminhou solicitação ao Ministério de Minas e Energia propondo o aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, atualmente fixada em 15%, para 17%. A medida tem como objetivo reduzir custos e ampliar a oferta, beneficiando especialmente os produtores rurais, que dependem intensamente desse insumo, inclusive para o transporte de mercadorias. Paralelamente, a entidade também pleiteou ao Ministério da Fazenda e ao Conselho Nacional de Política Fazendária a redução temporária das alíquotas de tributos federais e estaduais incidentes sobre o diesel. Tais iniciativas visam amenizar os impactos financeiros já percebidos no país, buscando preservar a sustentabilidade econômica das atividades produtivas e logísticas em um cenário de incertezas no mercado internacional de energia.