MWM MWMW MWM MWMWMW, 23 de Fevereiro
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O Brasil registrou, no ano passado, a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012. Apesar desse resultado positivo em nível nacional, a realidade do mercado de trabalho ainda apresenta desigualdades significativas entre os estados. Em diversas regiões, especialmente nas áreas menos desenvolvidas economicamente, o acesso ao emprego formal permanece limitado. A trajetória de trabalhadores como a de um migrante do Maranhão para o Rio de Janeiro ilustra essa situação: diante da falta de oportunidades formais, muitos recorrem ao trabalho informal nas ruas como alternativa de sobrevivência, mesmo com rendimentos reduzidos e ausência de garantias trabalhistas.



Os dados revelam que, das 27 unidades da federação, 15 apresentam taxas de desocupação superiores à média nacional, com maior incidência nos estados do Piauí, Bahia e Pernambuco. Por outro lado, Mato Grosso, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul registram os menores índices de desemprego. Essas diferenças regionais estão diretamente relacionadas às características econômicas locais. No Centro-Oeste, o crescimento expressivo da agropecuária tem impulsionado a geração de empregos, enquanto nas regiões Sul e Sudeste há maior presença histórica de indústrias e serviços mais produtivos, que geram maior valor econômico. Nesse contexto, produtividade refere-se à capacidade de gerar riqueza, e não necessariamente à intensidade do trabalho realizado pelos trabalhadores.

Outro aspecto relevante é a informalidade, que ainda predomina em diversos estados brasileiros. Em locais como o Maranhão, por exemplo, seis em cada dez trabalhadores atuam sem vínculo formal, cenário também observado no Pará, Bahia, Piauí, Ceará e Amazonas. Histórias como a de um trabalhador que perdeu o emprego durante a pandemia e passou a atuar como vendedor ambulante evidenciam os desafios enfrentados por grande parte da população. A informalidade implica instabilidade, ausência de direitos e dificuldade de planejamento a longo prazo. Ainda assim, muitos trabalhadores conseguem, com esforço contínuo, alcançar conquistas importantes, como a aquisição da casa própria. Especialistas apontam que a redução dessas desigualdades depende de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento regional e à qualificação da mão de obra, de modo a ampliar a oferta de empregos formais e mais produtivos em todo o país.