MWM MWMW MWM MWMWMW, 09 de Maio
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A Organização Mundial da Saúde informou que não considera provável o surgimento de uma grande epidemia de hantavírus relacionada ao surto identificado em um navio de cruzeiro internacional. Apesar disso, representantes da entidade alertaram que novos casos ainda podem surgir nas próximas semanas devido ao período de incubação da doença, que pode chegar a até seis semanas. Durante uma longa entrevista coletiva realizada para esclarecer dúvidas da imprensa e das autoridades sanitárias, o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, explicou que o monitoramento continua sendo necessário, principalmente em razão da circulação internacional de passageiros. Até o momento, oito casos suspeitos foram investigados, sendo que cinco já tiveram confirmação da infecção. Três pessoas morreram em decorrência da doença. Mesmo diante desse cenário, a OMS destacou que o risco de disseminação para a população em geral permanece baixo e reforçou diversas vezes que o hantavírus não possui o mesmo potencial de transmissão observado durante a pandemia de Covid-19. Ainda assim, equipes internacionais iniciaram uma força-tarefa para localizar passageiros que desembarcaram anteriormente no território britânico de Santa Helena, no Atlântico Sul, antes da confirmação oficial do surto.



Segundo informações divulgadas pela empresa responsável pelo cruzeiro, 29 passageiros de 12 nacionalidades deixaram a embarcação antes do alerta sanitário internacional. A OMS informou que não há brasileiros entre os passageiros citados nas investigações iniciais. Enquanto isso, centenas de pessoas seguem a bordo aguardando autorização para desembarcar no próximo fim de semana, quando o navio deverá chegar às Ilhas Canárias, mais precisamente em Tenerife. Passageiros relataram preocupação e ansiedade diante da demora para retornar aos seus países de origem, embora não tenham sido identificados novos casos suspeitos durante a viagem. Autoridades sanitárias europeias afirmaram que nenhuma das quase 150 pessoas presentes na embarcação apresenta sintomas compatíveis com o hantavírus. O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças mantém uma equipe médica a bordo e trabalha em conjunto com autoridades espanholas para elaborar protocolos de segurança destinados ao desembarque dos passageiros e tripulantes. Funcionários do porto de destino, entretanto, demonstraram preocupação com a ausência de informações claras sobre os procedimentos preventivos que deverão ser adotados durante a chegada da embarcação.

O hantavírus é uma doença transmitida principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. A infecção pode provocar quadros graves, incluindo síndrome pulmonar e febre hemorrágica, situações que apresentam elevado risco de morte. O primeiro óbito registrado no cruzeiro ocorreu em 11 de abril, antes mesmo da confirmação do surto. Na ocasião, o comandante do navio comunicou aos passageiros que a morte teria ocorrido por causas naturais e afirmou que não existiam indícios de doença contagiosa a bordo. Como consequência, os passageiros continuaram realizando normalmente as atividades coletivas oferecidas pela embarcação, incluindo refeições, palestras e eventos sociais, sem a utilização de máscaras ou medidas adicionais de proteção. Posteriormente, alguns passageiros relataram preocupação com a falta de informações mais transparentes durante os primeiros dias do episódio. A empresa holandesa responsável pela operação do cruzeiro declarou que, naquele momento, não existiam evidências suficientes que indicassem transmissão infecciosa entre os ocupantes do navio e afirmou que todos os protocolos considerados adequados foram cumpridos conforme as orientações médicas disponíveis na ocasião.