MWM MWMW MWM MWMWMW, 12 de Janeiro
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O Brasil iniciou, em 2026, uma nova etapa no enfrentamento da dengue com a introdução de duas vacinas disponíveis ao longo do ano, incluindo um imunizante inédito produzido nacionalmente pelo Instituto Butantan. Trata-se da primeira vacina contra a dengue em dose única no mundo, o que representa um avanço significativo em termos de logística e adesão da população. Na fase inicial, foram disponibilizadas cerca de 1,3 milhão de doses para um projeto piloto de vacinação em massa, com início previsto para o próximo fim de semana. Três municípios foram selecionados para essa etapa experimental: Maranguape, no Ceará; Nova Lima, em Minas Gerais; e Botucatu, em São Paulo. O objetivo dessa ação é avaliar o impacto da vacinação em larga escala sobre a circulação do vírus, além de observar o comportamento da doença após a imunização da população local.



Nessas cidades, além da aplicação da vacina, as autoridades de saúde mantêm estratégias complementares de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Em Maranguape, por exemplo, foi realizado um mapeamento das áreas com maior incidência de ovos do mosquito, permitindo ações mais direcionadas de prevenção. Em Nova Lima, há um esforço de conscientização para reforçar que a vacinação não substitui os cuidados tradicionais, como eliminar água parada, manter ambientes limpos e utilizar repelentes. Já em Botucatu, a expectativa da população é elevada, com adesão significativa à campanha. As equipes de vigilância sanitária seguem realizando visitas regulares, especialmente durante o período chuvoso, orientando os moradores sobre medidas simples e eficazes, como a inspeção semanal de recipientes que possam acumular água. Essas ações são fundamentais, considerando que os ovos do mosquito podem permanecer viáveis por longos períodos e se desenvolver rapidamente após o contato com a água.

O contexto epidemiológico reforça a importância dessas iniciativas. No ano anterior, o Brasil registrou cerca de 1,7 milhão de casos de dengue e aproximadamente 1.700 mortes. Em 2024, os números foram ainda mais alarmantes, com recorde de 6,5 milhões de notificações e mais de 6 mil óbitos. Diante desse cenário, o Ministério da Saúde estabeleceu um plano de ampliação da vacinação, que começará em fevereiro com profissionais da saúde e trabalhadores da atenção primária do Sistema Único de Saúde. Com o aumento da produção, viabilizado por parceria internacional, a expectativa é de que entre 30 e 40 milhões de doses sejam distribuídas ainda este ano, permitindo a expansão gradual da vacinação para a população em geral, começando por pessoas de até 59 anos e avançando para faixas etárias mais jovens. Apesar do avanço representado pela vacina, especialistas reforçam que ela não protege contra outras doenças transmitidas pelo mesmo mosquito, como zika e chikungunya, tornando indispensável a continuidade das medidas preventivas.