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A Polícia Civil do Distrito Federal passou a investigar uma série de mortes ocorridas no Hospital Anchieta, em Taguatinga, após surgirem suspeitas de que três técnicos de enfermagem teriam provocado a morte de pacientes internados na unidade. O caso ganhou novas proporções com a análise de imagens de câmeras de segurança, que passaram a integrar o inquérito policial. Esses registros mostram a atuação dos suspeitos em diferentes setores da UTI, incluindo o uso de computadores institucionais e o acesso à farmácia do hospital. Segundo as investigações, um dos técnicos utilizava credenciais de médicos para emitir prescrições de substâncias controladas, o que teria permitido a retirada irregular de medicamentos potencialmente letais.
As imagens analisadas pela polícia também mostram outros profissionais envolvidos na dinâmica investigada, incluindo uma técnica de enfermagem que teria acessado a farmácia da UTI no mesmo período em que ocorreram as mortes. De acordo com os investigadores, os três técnicos presos são suspeitos de ter aplicado doses elevadas de medicamentos capazes de provocar parada cardíaca, além de, em alguns casos, o uso de substâncias inadequadas como desinfetantes. Médicos intensivistas foram ouvidos pela Polícia Civil para esclarecer se houve compartilhamento de senhas ou falhas de segurança no sistema hospitalar, já que a emissão de prescrições exige autenticação individual. As autoridades também avaliam a possibilidade de negligência de outros profissionais, uma vez que a retirada de medicamentos controlados deveria ocorrer sob supervisão médica direta.
Além dos três casos inicialmente investigados, a polícia também apura outras duas mortes consideradas suspeitas, de pacientes idosos que faleceram em diferentes meses do ano anterior, ambos por parada cardíaca. Familiares das possíveis vítimas começaram a prestar depoimento e relataram circunstâncias que levantaram dúvidas sobre o atendimento hospitalar. A investigação agora inclui a análise de prontuários médicos, exames laboratoriais e registros clínicos, sem a necessidade, até o momento, de exumação dos corpos. Os celulares e computadores utilizados pelos suspeitos também foram apreendidos para perícia. Os três técnicos de enfermagem permanecem presos e podem responder por homicídio qualificado, enquanto a motivação dos crimes ainda não foi esclarecida pelas autoridades.

