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O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer um novo protocolo de tratamento para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), com o objetivo de tornar o cuidado mais simples, eficaz e acessível à população. A DPOC é uma condição inflamatória progressiva que compromete a respiração, sendo frequentemente associada ao enfisema pulmonar e à bronquite crônica, geralmente causada pelo tabagismo ao longo dos anos. Apesar de sua gravidade, a doença ainda é amplamente subdiagnosticada no Brasil, com estimativas indicando que mais de 70% dos pacientes convivem com a condição sem diagnóstico. Esse cenário contribui para que muitos casos sejam identificados apenas em estágios avançados, quando o comprometimento pulmonar já é significativo. Em 2024, o SUS registrou cerca de 22 milhões de atendimentos relacionados à DPOC, número consideravelmente superior ao observado em anos anteriores, evidenciando o impacto crescente da doença no sistema de saúde.
Diante desse contexto, o Ministério da Saúde implementou novas diretrizes com foco na ampliação do diagnóstico precoce e na melhoria do tratamento. A estratégia inclui o incentivo à realização de exames simples, como a espirometria, que permite avaliar a função pulmonar e identificar alterações ainda em fases iniciais. Com o diagnóstico antecipado, é possível iniciar o tratamento mais cedo, reduzindo o risco de agravamento da doença, de internações e de óbitos. Entre as principais inovações está a incorporação da chamada “tripla terapia” em um único dispositivo inalatório, que combina três tipos de medicamentos e facilita o uso contínuo pelo paciente. Essa abordagem representa um avanço importante, pois simplifica o tratamento e aumenta a adesão, fator essencial para o controle eficaz da doença ao longo do tempo.
Especialistas destacam que, embora os avanços no tratamento sejam relevantes, a interrupção do tabagismo continua sendo uma das medidas mais importantes para o controle da DPOC. O tratamento é contínuo e exige acompanhamento médico regular, além do comprometimento do paciente com as orientações terapêuticas. Relatos de pessoas que conseguiram abandonar o cigarro reforçam a importância dessa decisão para a melhora da qualidade de vida e para a prevenção de complicações mais graves. Assim, a combinação entre diagnóstico precoce, acesso a terapias mais modernas e mudanças no estilo de vida representa um caminho promissor para reduzir os impactos da doença no Brasil e melhorar o prognóstico dos pacientes atendidos pelo sistema público de saúde.

