MWM MWMW MWM MWMWMW, 13 de Janeiro
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As perspectivas climáticas para o ano de 2026 indicam a continuidade de temperaturas elevadas em diversas regiões do Brasil, com possibilidade de novos recordes de calor. Especialistas apontam que, mesmo sob a influência do fenômeno La Niña ao longo de 2025, caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico, o planeta registrou o segundo ano mais quente da história recente. Com o enfraquecimento desse fenômeno e o aquecimento gradual do Pacífico em 2026, cresce a probabilidade de que as temperaturas médias globais e nacionais sejam ainda mais altas. Esse cenário acende um alerta não apenas para o desconforto térmico da população, mas também para impactos diretos sobre recursos hídricos, como o Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo, que já apresenta níveis reduzidos de armazenamento.



A combinação entre calor intenso e irregularidade no regime de chuvas representa um risco significativo para diferentes setores, especialmente o agrícola. Regiões como Minas Gerais e parte do Centro-Oeste vêm enfrentando períodos prolongados de precipitação abaixo da média, o que favorece o desenvolvimento de secas meteorológicas. Essas condições podem evoluir para secas hidrológicas, quando há redução acentuada nos níveis de rios e reservatórios, e também para secas agrícolas, afetando diretamente a produção no campo. Diante desse cenário, cresce a necessidade de monitoramento constante e planejamento estratégico para reduzir os impactos econômicos e sociais dessas variações climáticas, que tendem a se tornar mais frequentes e intensas.

Para aprimorar a capacidade de previsão e resposta a esses eventos, o Brasil passa a contar com um novo supercomputador no Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. A nova máquina, denominada Jassi, possui capacidade de processamento significativamente superior à anterior, sendo capaz de realizar trilhões de cálculos por segundo. Embora ainda esteja em fase de adaptação dos modelos meteorológicos, a expectativa é que o equipamento permita previsões mais rápidas e precisas, com atualizações frequentes ao longo do dia. Esse avanço tecnológico possibilitará maior eficiência na identificação de eventos extremos, como tempestades severas, contribuindo para a emissão de alertas antecipados e para o planejamento de ações de prevenção e resposta, com potencial de reduzir danos e preservar vidas.