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O consumo de ovos no Brasil atingiu, em 2025, o maior nível já registrado, consolidando o alimento como uma das principais fontes de proteína na dieta da população. Ao longo do ano, foram produzidas aproximadamente 62 bilhões de unidades, movimentando cerca de 30 bilhões de reais e marcando o quarto ano consecutivo de crescimento do setor. A média de consumo chegou a 287 ovos por habitante, superando o índice do ano anterior e posicionando o país entre os maiores consumidores mundiais desse produto. Esse aumento não se deve apenas à elevação dos preços de outras proteínas, mas também a uma mudança de comportamento dos consumidores, que passaram a valorizar o ovo por seu custo acessível, alto valor nutricional e versatilidade no preparo.
O crescimento da demanda tem impulsionado produtores a expandirem suas atividades, investindo em novas estruturas e ampliando a criação de aves. Sistemas de produção alternativos, como a criação fora de gaiolas, também vêm ganhando espaço, atendendo a uma parcela do mercado que busca práticas mais sustentáveis. Paralelamente, o consumo tem sido incentivado por recomendações nutricionais, especialmente entre praticantes de atividades físicas, que reconhecem o ovo como uma importante fonte de proteínas e outros nutrientes essenciais. A popularização do alimento reflete, portanto, tanto fatores econômicos quanto mudanças nos hábitos alimentares da população brasileira.
Apesar do aumento no consumo, os preços também apresentaram elevação ao longo do período, com alta próxima de 4%, conforme indicadores de inflação. Esse encarecimento está relacionado principalmente ao aumento no custo da ração, composta por insumos como milho e soja, além de fatores climáticos, como ondas de calor, que impactam diretamente a produtividade das aves. Em determinados períodos do ano, como durante a Quaresma, a procura tende a crescer ainda mais, pressionando os preços. Ainda assim, o ovo permanece como uma opção acessível e amplamente consumida, destacando-se por sua diversidade de preparo e pela importância na alimentação cotidiana de grande parte da população.

