MWM MWMW MWM MWMWMW, 18 de Janeiro
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Uma operação policial conjunta foi deflagrada nos estados de Pernambuco e Ceará para desarticular um grupo criminoso investigado por aplicar golpes por meio de anúncios falsos de venda de veículos na internet. De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil de Pernambuco, com apoio de órgãos de segurança do Ceará e do Ministério da Justiça, as vítimas eram atraídas por sites fraudulentos que simulavam plataformas legítimas de comércio de automóveis. Ao demonstrarem interesse na compra dos veículos anunciados, os consumidores eram induzidos a realizar transferências financeiras via Pix, acreditando se tratar de uma negociação real. Somente após o envio dos valores, as vítimas percebiam que haviam sido enganadas, não recebendo os produtos prometidos e registrando prejuízos significativos.



As apurações tiveram início em 2023, após o registro das primeiras denúncias na Delegacia de Araripina, localizada no sertão de Pernambuco. A partir dessas ocorrências, as autoridades passaram a investigar a atuação do grupo, identificando um esquema criminoso com abrangência interestadual. Segundo os levantamentos realizados, foram contabilizados mais de 100 boletins de ocorrência relacionados ao mesmo modo de operação em pelo menos nove estados brasileiros, incluindo registros mais recentes ocorridos já no ano de 2026. A investigação revelou ainda que parte dos envolvidos possuía histórico criminal e, em alguns casos, já se encontrava em cumprimento de pena, o que reforçou a complexidade e a estrutura organizada da quadrilha.

Na fase mais recente da operação, denominada “Network”, cinco dos oito alvos identificados foram presos em cidades do Ceará, como Fortaleza, Itaitinga e Pacatuba, com apoio integrado das forças policiais dos dois estados. Durante o cumprimento dos mandados judiciais, foram apreendidos celulares, chips de diferentes estados, computadores e outros equipamentos utilizados na execução dos golpes. Além disso, a Justiça determinou a remoção de páginas falsas utilizadas para a prática dos crimes, totalizando 92 sites retirados do ar. Os investigados poderão responder por estelionato eletrônico, falsa identidade, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a 26 anos de reclusão, além de multa. As autoridades destacam que o nome da operação faz referência tanto às redes virtuais usadas para enganar vítimas quanto à cooperação entre as instituições envolvidas no combate ao crime organizado.