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A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Compliance Zero com o objetivo de aprofundar investigações relacionadas a possíveis fraudes envolvendo o Banco Master. A ação ocorre em diversos estados do país e inclui o cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, em endereços ligados ao empresário Daniel Vorcaro e a pessoas de seu círculo familiar e profissional. As diligências também alcançam importantes centros financeiros, como a região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. A operação busca apurar indícios de crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro, conforme apontado pelas autoridades responsáveis pelo caso.
De acordo com as investigações, o esquema envolveria a captação de recursos financeiros, sua aplicação em fundos de investimento e, posteriormente, o desvio desses valores para fins particulares. Além de Vorcaro, outros nomes também são alvo da operação, incluindo empresários e investidores suspeitos de participação nas irregularidades. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos bens de alto valor, como dinheiro em espécie, veículos de luxo e relógios, além de terem sido determinadas medidas judiciais de bloqueio e sequestro de ativos que somam cerca de seis bilhões de reais. As ações ocorreram em estados como Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, ampliando o alcance da investigação e indicando a complexidade do suposto esquema.
Esta nova etapa dá continuidade a uma fase anterior da operação, realizada em novembro do ano passado, quando sete pessoas foram presas. Na ocasião, também houve tentativas de fuga por parte de investigados, o que reforçou a necessidade de aprofundamento das apurações. Apesar das acusações, as defesas dos envolvidos afirmam que ainda não tiveram acesso integral aos autos e destacam a colaboração de seus clientes com as autoridades. O caso segue em investigação e será analisado pelo Poder Judiciário, que deverá avaliar as provas reunidas e decidir sobre eventuais responsabilidades penais, respeitando o devido processo legal e os direitos de defesa dos investigados.

