MWM MWMW MWM MWMWMW, 03 de Janeiro
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O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) implementou mudanças nas regras de classificação energética de geladeiras e congeladores comercializados no Brasil, com o objetivo de tornar as informações mais claras e alinhadas aos padrões internacionais. A escolha de um eletrodoméstico envolve diversos fatores, como preço, tamanho, capacidade e design, mas o consumo de energia tem se tornado um dos principais critérios considerados pelos consumidores. Isso ocorre porque equipamentos mais eficientes contribuem diretamente para a redução da conta de luz ao longo do tempo. A etiqueta de eficiência energética, presente nos produtos, fornece dados essenciais, como o nível de consumo, a potência elétrica e a capacidade de refrigeração, auxiliando na comparação entre diferentes modelos disponíveis no mercado.



Com a atualização das normas, a classificação das geladeiras e congeladores passou de seis para três categorias: A, B e C, sendo a classe A a mais eficiente e a C a menos eficiente. Essa mudança se aplica tanto a produtos fabricados no país quanto aos importados e busca simplificar a compreensão por parte do consumidor. Além disso, a nova etiqueta inclui informações mais detalhadas, como o consumo mensal de energia, permitindo uma avaliação mais precisa do impacto do eletrodoméstico no orçamento doméstico. Outro recurso incorporado é o QR Code, que possibilita o acesso a dados adicionais sobre o produto, como fabricante, especificações técnicas e características de desempenho, ampliando a transparência e facilitando a tomada de decisão no momento da compra.

A adoção de tecnologias mais eficientes também possui impacto significativo do ponto de vista ambiental. De acordo com estimativas do Ministério de Minas e Energia, a substituição gradual por eletrodomésticos mais modernos poderá evitar a emissão de cerca de 5 milhões de toneladas de dióxido de carbono ao longo de cinco anos. A meta estabelecida é que, até 2030, os equipamentos comercializados no Brasil alcancem níveis de eficiência semelhantes aos adotados na União Europeia. Quando esse objetivo for atingido, novas categorias de classificação poderão ser incorporadas, ampliando novamente a escala de avaliação. Dessa forma, as mudanças promovidas pelo Inmetro não apenas facilitam a compreensão do consumidor, mas também incentivam práticas de consumo mais sustentáveis e conscientes, contribuindo para a redução de impactos ambientais e para a economia de energia elétrica.