MWM MWMW MWM MWMWMW, 08 de Janeiro
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Os preços dos imóveis residenciais no Brasil apresentaram crescimento acima da inflação ao longo de 2025, conforme apontam levantamentos realizados em diversas cidades do país. Uma pesquisa abrangendo 56 municípios, incluindo 22 capitais, indicou que todas as localidades analisadas registraram valorização imobiliária no período. Esse movimento reflete um cenário de forte demanda no setor, impulsionado principalmente pela busca por imóveis populares e de alto padrão. Profissionais do mercado destacam que o aumento na procura tem sido determinante para a elevação dos preços, uma vez que a oferta disponível não acompanha o mesmo ritmo de crescimento. Em comparação, a prévia da inflação oficial no período foi de 4,41%, enquanto cidades como São Paulo registraram alta ligeiramente superior, evidenciando a valorização consistente dos imóveis.



Em algumas capitais, os aumentos foram significativamente mais elevados que a média nacional, indicando dinâmicas locais específicas. Salvador apresentou a maior valorização, com alta de 16,25%, seguida por João Pessoa, com 15,15%, e Vitória, com 15,13%. No consolidado nacional, o preço dos imóveis residenciais subiu, em média, 6,52%, marcando o segundo ano consecutivo em que a valorização supera a inflação. Esse crescimento ocorreu mesmo em um contexto de taxas de juros elevadas, que tendem a dificultar o financiamento imobiliário. Ainda assim, fatores como baixos índices de desemprego e manutenção da renda das famílias contribuíram para sustentar a demanda aquecida, superando as limitações impostas pelo crédito mais caro.

A análise também revela diferenças no comportamento de preços conforme o tipo de imóvel. Unidades com um dormitório foram as que apresentaram maior valorização, com aumento de cerca de 8%, acima da média geral. Por outro lado, imóveis maiores, com quatro quartos ou mais, tiveram elevações mais moderadas. Em relação ao custo médio por metro quadrado, cidades como Vitória, Florianópolis, São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro figuram entre as mais caras do país. As perspectivas para o mercado imobiliário indicam continuidade da tendência de alta nos preços, especialmente diante da expectativa de possível redução da taxa básica de juros, o que pode facilitar o acesso ao crédito e estimular ainda mais a demanda por imóveis nos próximos períodos.