MWM MWMW MWM MWMWMW, 18 de Janeiro
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A fila de atendimento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Brasil iniciou o ano atingindo um novo recorde, com cerca de 3 milhões de pessoas aguardando análise de seus pedidos. A maior parte dessa demanda envolve trabalhadores que dependem da concessão de benefícios por incapacidade e que, em muitos casos, não conseguem sequer realizar a perícia médica necessária para a continuidade do processo. A situação gera atrasos significativos na liberação de benefícios essenciais, impactando diretamente a renda e a segurança social dos segurados. Apesar de promessas anteriores de redução da fila, os dados mais recentes indicam um crescimento contínuo, o que ampliou a pressão sobre o órgão responsável.



Entre os casos relatados, há situações como o de uma segurada que aguarda há semanas a realização de perícia após sofrer um acidente doméstico e fraturar o pé, permanecendo em tratamento médico, mas sem autorização do INSS para retornar ao trabalho. Segundo relatos, os segurados enfrentam longos períodos de espera, com prazos estimados que chegam a várias semanas ou até meses, dependendo da região do país. Diante desse cenário, o INSS implementou uma nova estratégia administrativa, baseada na criação de uma fila única nacional. O objetivo dessa medida é permitir uma redistribuição mais equilibrada dos pedidos entre diferentes regiões, possibilitando que servidores de locais com menor demanda auxiliem na análise de processos de áreas com maior acúmulo.

De acordo com a proposta, terão prioridade os casos mais antigos, os benefícios por incapacidade e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), considerados mais urgentes dentro do sistema. O órgão também informou a retomada de incentivos por produtividade para peritos e servidores, além da previsão de reforço no quadro de médicos peritos com novas contratações e convocações de aprovados em concursos recentes. Apesar dessas iniciativas, o volume de novos pedidos continua elevado, superando a capacidade de análise em tempo hábil. Autoridades do INSS afirmam que a combinação entre maior número de solicitações e limitações operacionais contribuiu para o aumento da fila, enquanto o governo reforça o compromisso de tentar reduzir gradualmente o tempo de espera para aproximá-lo do prazo legal estabelecido.