MWM MWMW MWM MWMWMW, 25 de Janeiro
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Uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro foi deflagrada para combater um esquema de furto de petróleo em dutos da Transpetro, resultando na prisão de seis suspeitos. A ação ocorreu simultaneamente em diversos estados brasileiros, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo, Maranhão e Sergipe, com o objetivo de cumprir 13 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão. As investigações apontam que as perfurações clandestinas em oleodutos eram realizadas em uma área rural localizada em Guapimirim, na Baixada Fluminense, dentro de um haras que estava arrendado e pertence à família Garcia, historicamente associada ao jogo do bicho e a atividades ligadas à contravenção no Rio de Janeiro.



Segundo as autoridades, os principais suspeitos são os atuais arrendatários da propriedade, enquanto integrantes da família proprietária não são alvo direto da operação por não haver, até o momento, provas de envolvimento ou conhecimento das atividades ilegais no local. Ao todo, seis pessoas foram presas durante a ação, enquanto uma já se encontrava detida anteriormente e outro investigado permanece foragido, tendo histórico de envolvimento em operações anteriores relacionadas ao furto de combustíveis. A polícia afirma que alguns dos alvos já haviam sido denunciados em outras investigações e, mesmo após ações anteriores e prisões, teriam continuado atuando no esquema criminoso. O prejuízo estimado causado pelas perfurações clandestinas chega a aproximadamente seis milhões de reais.

As investigações também revelam que o grupo criminoso atuava de forma estruturada, com divisão de funções, hierarquia interna e atuação em diferentes estados. O esquema teria começado com a perfuração ilegal dos dutos e a proteção armada dos pontos de extração, seguida pelo carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque que percorriam rotas interestaduais. Posteriormente, o combustível era comercializado com o uso de notas fiscais falsificadas emitidas por empresas de fachada, configurando um ciclo de fraude e distribuição ilegal. Os envolvidos foram denunciados por organização criminosa e furto qualificado. A polícia informou que a próxima fase da investigação busca identificar os receptadores e o destino final do petróleo furtado. A Transpetro, por sua vez, declarou que mantém estratégias de segurança, colabora com os órgãos de investigação e disponibiliza canais de denúncia para crimes desse tipo.