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A produção e exportação de carne bovina no Brasil alcançaram resultados históricos em 2025, com recordes tanto no volume abatido quanto nas vendas externas. Segundo dados do IBGE, o país ultrapassou a marca de 40 milhões de cabeças de gado abatidas, consolidando o segundo ano consecutivo de crescimento no setor. Esse desempenho foi acompanhado por exportações que somaram cerca de 3 milhões de toneladas de carne bovina, incluindo produtos frescos, refrigerados e congelados. Mais da metade desse volume teve como destino a China, principal parceiro comercial do Brasil nesse segmento, seguida por outros mercados importantes como Estados Unidos, Chile, México e Rússia. O aumento da produção também fortaleceu a posição do Brasil como um dos maiores produtores e exportadores globais de carne.
Dentro desse cenário, parte da produção nacional tem se destacado pelo foco em qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade. Em algumas regiões, como o Pantanal, há sistemas de criação de gado em campo nativo, sem uso de produtos químicos no solo ou no tratamento dos animais, com certificação de carne sustentável e controle de origem. Esse tipo de produção atende a um mercado considerado mais nichado, porém em expansão, impulsionado pela demanda internacional por alimentos com maior controle de procedência, bem-estar animal e padrões ambientais. Apesar do crescimento das exportações, especialistas apontam que isso não provocou impactos negativos significativos nos preços internos, devido à alta competitividade e aos baixos custos de produção no país.
Entretanto, o início de 2025 também trouxe um sinal de atenção em relação ao mercado chinês, principal destino da carne brasileira. O governo da China anunciou a aplicação de tarifas adicionais para importações que ultrapassem determinada cota anual, estabelecendo uma taxação de 55% para volumes acima de 1,1 milhão de toneladas. Como o Brasil exportou cerca de 1,65 milhão de toneladas no ano anterior, a medida gerou preocupação no setor, levando o governo brasileiro a negociar flexibilizações e alternativas comerciais. Autoridades destacam que não há risco imediato de colapso no setor, mas reconhecem a necessidade de diversificação de mercados. Nesse sentido, o Brasil tem ampliado acordos comerciais e aberto novos destinos para exportação, enquanto associações do setor defendem a expansão para países como Japão, Coreia do Sul, Vietnã e Turquia, buscando reduzir a dependência de poucos grandes compradores e garantir maior estabilidade ao comércio internacional de carnes.

