MWM MWMW MWM MWMWMW, 11 de Janeiro
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A condução da política monetária no Brasil ao longo de 2025 foi considerada eficaz por analistas econômicos, especialmente no que se refere ao controle da inflação. No início do ano, as projeções indicavam um cenário mais adverso, com inflação próxima de 5% e o dólar podendo atingir o patamar de seis reais. De fato, nos primeiros meses, a inflação ultrapassou o teto da meta estabelecida, que era de 4,5%, chegando a 5,53% no acumulado de 12 meses até abril. Diante desse quadro, o Banco Central adotou uma estratégia de elevação da taxa básica de juros, a Selic, que atingiu 15% em junho e foi mantida nesse nível ao longo do restante do ano. Essa medida contribuiu para conter a pressão inflacionária, permitindo que o índice fechasse 2025 em 4,26%, abaixo do limite máximo da meta, embora ainda acima do centro estipulado de 3%.



Apesar dos resultados positivos no controle da inflação, economistas destacam que o elevado nível da taxa de juros levanta questionamentos sobre a coordenação entre as políticas monetária e fiscal. Especialistas apontam que, caso houvesse maior controle dos gastos públicos e um ajuste fiscal mais consistente, seria possível alcançar resultados semelhantes com uma taxa de juros menos elevada. A dívida pública, que atingiu cerca de 79% do Produto Interno Bruto (PIB), é apontada como um dos principais desafios estruturais da economia brasileira. Nesse contexto, o equilíbrio das contas públicas é visto como condição fundamental para permitir uma redução sustentável dos juros no longo prazo, contribuindo para um ambiente econômico mais estável e favorável ao crescimento.

Além dos fatores internos, o cenário internacional também exerceu influência relevante sobre o comportamento da inflação no Brasil em 2025. A desvalorização do dólar, que caiu mais de 11% ao longo do ano, representando a maior queda em quase uma década, contribuiu para a valorização do real e ajudou a conter os preços de produtos importados. Esse movimento foi associado, entre outros fatores, a políticas econômicas adotadas nos Estados Unidos, incluindo decisões sobre tarifas e a redução das taxas de juros, que favoreceram a entrada de capital estrangeiro no Brasil. Adicionalmente, o bom desempenho do setor agrícola, com uma safra mais robusta em comparação ao ano anterior, colaborou para a estabilidade dos preços de alimentos, reforçando o processo de desaceleração inflacionária observado ao longo do período.