MWM MWMW MWM MWMWMW, 11 de Fevereiro
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O número de denúncias de crimes cibernéticos no Brasil apresentou crescimento expressivo no último ano, com quase 90 mil novos registros, representando um aumento próximo de 30% em relação ao período anterior. Entre os casos que ilustram esse cenário está o de uma delegada da Polícia Civil de São Paulo, que, ao compartilhar uma foto de sua posse nas redes sociais, passou a ser alvo de ataques virtuais. A imagem publicada foi manipulada por meio de recursos de inteligência artificial, sendo alterada de forma ofensiva e misógina, com o intuito de desqualificar sua conquista profissional. A vítima formalizou a denúncia, que segue em investigação, evidenciando a vulnerabilidade mesmo de figuras públicas diante desse tipo de crime digital.



Dados de organizações que atuam na defesa dos direitos humanos na internet indicam que episódios de violência virtual com motivação de gênero cresceram de forma significativa. As denúncias de misoginia, caracterizada pelo ódio direcionado às mulheres, atingiram quase 9 mil ocorrências, o que representa um aumento de 225% em comparação ao ano anterior. Paralelamente, o uso indevido de tecnologias de inteligência artificial tem contribuído para a ampliação de crimes ainda mais graves, como a produção e disseminação de imagens relacionadas à exploração sexual e ao abuso infantil. Nesse contexto, foram registradas mais de 63 mil denúncias, configurando a segunda maior marca em duas décadas. Esses dados reforçam a necessidade de monitoramento constante e de ações coordenadas para a identificação de crimes, coleta de evidências, proteção das vítimas e responsabilização dos autores.

Apesar da existência de legislações voltadas à proteção de dados e à segurança digital, especialistas apontam que os criminosos têm se adaptado rapidamente às novas tecnologias, criando desafios adicionais para a prevenção e o combate a essas práticas ilícitas. Nesse cenário, o diálogo e a conscientização são considerados instrumentos fundamentais para reduzir riscos, especialmente no que diz respeito à exposição de informações e imagens pessoais na internet. Recomenda-se cautela na publicação de conteúdos, sobretudo envolvendo crianças e adolescentes, uma vez que imagens aparentemente inocentes podem ser utilizadas de maneira indevida. Orientações incluem evitar a divulgação de fotos individuais de menores e priorizar registros coletivos, com múltiplos elementos visuais, dificultando assim possíveis manipulações. Dessa forma, a prevenção passa a ser um elemento central na proteção dos usuários no ambiente digital.