MWM MWMW MWM MWMWMW, 14 de Janeiro
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Após quase nove meses do lançamento do programa de crédito consignado voltado a trabalhadores da iniciativa privada, a redução nas taxas de juros ficou abaixo das expectativas iniciais. A proposta do governo previa que, ao permitir que o trabalhador escolhesse livremente a instituição financeira para contratar o empréstimo, haveria maior concorrência entre os bancos e, consequentemente, queda mais significativa nas taxas. No entanto, os dados mostram que a taxa média recuou de forma discreta, passando de 3,9% ao mês, em março do ano passado, para 3,83% em novembro. Em alguns casos, instituições financeiras ainda praticam juros que podem chegar a 7% ao mês, o que indica que o custo do crédito permanece elevado para parte dos trabalhadores.



Especialistas apontam que um dos principais fatores para essa limitação na redução dos juros é a ausência de regulamentação do uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia do empréstimo. Essa medida havia sido anunciada como um elemento fundamental para aumentar a segurança das operações para os bancos, o que poderia estimular a oferta de crédito com taxas mais baixas. Sem essa garantia adicional, as instituições financeiras mantêm maior cautela e não têm incentivo suficiente para reduzir significativamente os juros. A expectativa é de que a regulamentação seja implementada ainda neste ano, o que poderia alterar o cenário atual e tornar o crédito mais acessível aos trabalhadores com carteira assinada.

Mesmo com as limitações, o volume de crédito concedido por meio do programa é expressivo. Entre março do ano passado e janeiro deste ano, foram liberados cerca de R$ 97 bilhões em empréstimos para aproximadamente 8 milhões de trabalhadores, com valor médio de R$ 12 mil por pessoa. Ainda assim, as taxas praticadas nessa modalidade continuam mais altas do que aquelas oferecidas a aposentados do INSS e servidores públicos, que contam com garantias mais estáveis e previsíveis. Por outro lado, o crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada segue mais vantajoso do que outras formas de financiamento, como cheque especial e cartão de crédito. Diante desse cenário, especialistas recomendam que os consumidores comparem diferentes ofertas antes de contratar um empréstimo, analisando cuidadosamente as condições e os custos envolvidos para evitar endividamento excessivo.