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O programa europeu de monitoramento climático Copernicus confirmou que 2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado desde o início das medições modernas, ficando atrás apenas de 2023 e 2024. Os dados divulgados indicam uma elevação contínua das temperaturas médias globais ao longo das últimas décadas, com destaque para a aceleração observada nos anos mais recentes. Segundo os registros, a média combinada dos três últimos anos ultrapassou, pela primeira vez, o limite de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, marca estabelecida no Acordo de Paris como referência para evitar os impactos mais severos das mudanças climáticas. Especialistas ressaltam que essa tendência de aquecimento não apresenta sinais de reversão no curto prazo, o que mantém a comunidade científica em alerta sobre os próximos anos.
De acordo com análises de instituições meteorológicas internacionais, o planeta tem enfrentado um cenário descrito por pesquisadores como de “aquecimento acelerado”, impulsionado principalmente pela emissão contínua de gases de efeito estufa decorrentes do uso de combustíveis fósseis. Esse aumento de temperatura já se reflete em consequências diretas, como a intensificação de eventos climáticos extremos. Em 2025, foram registrados mais de 150 eventos significativos, incluindo ondas de calor prolongadas, tempestades severas e inundações em diferentes partes do mundo. Na Europa, observa-se o avanço do derretimento de geleiras, com perdas expressivas de volume de gelo em países como a Suíça. Na Ásia, a ocorrência de ciclones consecutivos em curto intervalo de tempo resultou em centenas de mortes, enquanto regiões do Oriente Médio enfrentaram secas prolongadas, com níveis de precipitação historicamente baixos em algumas capitais.
No Brasil, os impactos da crise climática também se tornaram mais evidentes ao longo de 2025, com mais de 2 mil alertas de desastres naturais emitidos por órgãos de monitoramento. Embora tenha havido uma leve redução em relação ao ano anterior, os fenômenos registrados chamaram atenção pela intensidade e pelo caráter inédito em algumas regiões. Foram observados episódios como tornados no Sul do país, vendavais que causaram apagões em grandes centros urbanos, além de enchentes no Rio Grande do Sul e secas severas no semiárido nordestino. Estados como São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro também registraram ocorrências de desastres com impactos significativos sobre a população. Especialistas destacam que a frequência e a força desses eventos têm aumentado, afetando principalmente comunidades mais vulneráveis. Segundo análises do Observatório do Clima, a dependência do país de sistemas climáticos estáveis, tanto para a produção de energia hidrelétrica quanto para a agricultura, torna o Brasil particularmente exposto às consequências do aquecimento global, com projeções indicando a possibilidade de novos recordes de temperatura nos próximos anos e a necessidade urgente de redução do desmatamento e das emissões de gases poluentes.

