MWM MWMW MWM MWMWMW, 12 de Janeiro
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O número de afogamentos no Brasil tem chamado a atenção de autoridades e especialistas, reforçando a necessidade de ampliar medidas de prevenção em diferentes ambientes aquáticos. Embora o risco seja frequentemente associado ao mar, casos também ocorrem com frequência em rios, lagos, represas e até piscinas. Nos últimos cinco anos, o país registrou quase 27 mil mortes por afogamento, evidenciando a gravidade do problema. Situações recentes ilustram esse cenário, como o resgate de duas mulheres em Palmas, no Tocantins, após o naufrágio de uma embarcação durante atividade de pesca, além da morte de um jovem que caiu de uma moto aquática no mesmo lago dias antes. A região, conhecida por suas praias de água doce, atrai turistas de diversas partes do país, o que amplia a circulação de pessoas em áreas potencialmente perigosas.



Dados locais indicam crescimento significativo no número de ocorrências. Apenas em 2025, o estado do Tocantins registrou 67 mortes por afogamento, número superior ao dobro do verificado no ano anterior. De acordo com especialistas, muitos desses episódios estão relacionados à falta de conhecimento sobre os riscos, à imprudência e ao não uso de equipamentos de segurança, como coletes salva-vidas. Informações da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático apontam que, em média, uma pessoa morre por afogamento a cada 90 minutos no país, sendo que cerca de 75% dos casos ocorrem em rios, lagos e represas. Esses ambientes apresentam perigos menos visíveis, como variações bruscas de profundidade, correntezas e obstáculos submersos, que podem surpreender banhistas e dificultar reações rápidas.

Diante desse contexto, especialistas ressaltam que a prevenção é a estratégia mais eficaz para reduzir o número de vítimas. Medidas simples, como respeitar sinalizações, evitar áreas desconhecidas, utilizar equipamentos de segurança e manter supervisão constante, especialmente no caso de crianças, são consideradas fundamentais. Em algumas localidades, como nas praias de Palmas, foram instaladas estruturas de proteção que delimitam áreas seguras para banho, contribuindo para orientar os frequentadores. Ainda assim, episódios trágicos continuam ocorrendo, como o caso de um adolescente de 14 anos que se afogou no rio Tocantins após se afastar da margem. A situação evidencia que, mesmo em locais aparentemente tranquilos, o ambiente aquático exige atenção permanente, disciplina e conscientização coletiva para prevenir acidentes e preservar vidas.