MWM MWMW MWM MWMWMW, 14 de Fevereiro
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A produção de soja no Rio Grande do Sul enfrenta dificuldades significativas nesta reta final de safra, com impactos diretos causados pela estiagem prolongada em diversas regiões do estado. Embora o cenário de alta nos preços dos grãos traga algum alívio aos produtores, a quebra de produtividade devido à falta de chuvas compromete os resultados econômicos da colheita. No município de Porto Lucena, na região noroeste e próximo à fronteira com a Argentina, agricultores relatam perdas expressivas em lavouras que, apesar de apresentarem bom desenvolvimento inicial das plantas, sofreram forte impacto na fase mais sensível da cultura, o enchimento de grãos.



Em uma área de 25 hectares cultivada por um produtor local, a expectativa inicial de produtividade era de aproximadamente 60 a 65 sacas por hectare, valor considerado adequado para a região. No entanto, em razão da ausência de chuvas no período crítico de desenvolvimento da soja, aliada a temperaturas acima da média, a produtividade real caiu para cerca de 28 a 30 sacas por hectare. Esse quadro de redução significativa se repete em outras propriedades do município e em localidades vizinhas, segundo técnicos de cooperativas agrícolas, que apontam que a deficiência hídrica ocorreu justamente na fase reprodutiva das plantas, quando há maior necessidade de água para a formação dos grãos.

Dados preliminares da Emater indicam que as perdas na região noroeste do estado já alcançam cerca de 45%, com revisão da produtividade média estadual de 55 sacas por hectare para aproximadamente 30 sacas. Em algumas localidades, a situação é considerada grave o suficiente para a decretação de emergência, como no município de Júlio de Castilhos, onde as perdas ultrapassam 30%. Além do impacto direto na renda dos agricultores, a redução da colheita compromete o planejamento de investimentos futuros, afetando inclusive outras culturas ao longo do ano. Segundo relatos do setor, a diminuição da receita na safra atual limita a capacidade de investimento na próxima safra, especialmente nas culturas de inverno, que dependem do retorno financeiro obtido com a produção de verão para serem viabilizadas.