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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização de canetas emagrecedoras que utilizam substâncias ainda não aprovadas para uso no Brasil, como a retatrutida, além de duas marcas de produtos à base de tizepatida sem registro no país. A decisão foi motivada pelo aumento da oferta desses itens em plataformas digitais e pelo risco sanitário associado ao consumo de substâncias sem controle de qualidade e procedência. A retatrutida, por exemplo, ainda se encontra em fase de estudos clínicos para o tratamento de diabetes e obesidade, não possuindo autorização para produção ou venda em nenhum país. Apesar disso, o produto tem sido comercializado como solução rápida para emagrecimento, frequentemente adquirido de forma irregular, inclusive por meio de contrabando.
O uso dessas substâncias sem acompanhamento médico representa um risco significativo à saúde, uma vez que não há garantia sobre a composição, dosagem ou segurança dos produtos disponíveis no mercado ilegal. Especialistas alertam que os consumidores podem estar aplicando substâncias desconhecidas, sem qualquer controle sanitário, o que pode resultar em efeitos adversos graves. A Anvisa destacou que muitos desses produtos são fabricados por empresas não identificadas, o que impede a rastreabilidade e a verificação da qualidade. Diante desse cenário, a agência reforça que tais medicamentos não devem ser utilizados em nenhuma circunstância, e que sua comercialização é ilegal, sujeita à apreensão e sanções legais.
Casos recentes evidenciam os riscos associados ao uso dessas canetas emagrecedoras irregulares. Uma paciente de 42 anos foi internada em estado grave após utilizar um desses produtos adquirido ilegalmente no exterior. Ela desenvolveu a síndrome de Guillain-Barré, uma condição neurológica rara que causa fraqueza muscular progressiva e pode comprometer a mobilidade. Segundo relatos, os sintomas surgiram após a aplicação do produto sem prescrição médica, levando à interrupção imediata do uso. Profissionais de saúde reforçam a importância de que qualquer tratamento para obesidade seja realizado com orientação médica adequada, considerando que se trata de uma condição crônica que exige acompanhamento especializado, segurança terapêutica e responsabilidade no uso de medicamentos.

