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O preço dos ovos apresentou queda em relação ao ano anterior, sendo atualmente encontrado em níveis mais acessíveis ao consumidor, conforme indicam levantamentos recentes. Em alguns estabelecimentos, uma cartela com 30 unidades é vendida por valores significativamente inferiores aos registrados no início do ano anterior, quando os preços chegaram a patamares bem mais elevados. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve uma redução aproximada de 5% no preço do produto em 2026, resultado atribuído principalmente ao aumento da oferta no mercado interno. Esse cenário foi influenciado por fatores externos, como mudanças nas exportações, especialmente para o mercado norte-americano, que anteriormente absorvia grande parte da produção brasileira.
A retração nas exportações contribuiu para que uma maior quantidade de ovos permanecesse no mercado interno, ampliando a oferta disponível e pressionando os preços para baixo. Ao mesmo tempo, fatores sazonais também impactaram o consumo, como o período de férias escolares e as festividades de fim de ano, momentos em que a demanda por alimentos tende a diminuir. Esse conjunto de circunstâncias levou produtores a ajustarem seus preços para evitar acúmulo de estoque, o que resultou em quedas mais acentuadas do que as inicialmente previstas por analistas do setor. Em importantes polos produtores, como o município de Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo, foram registrados valores historicamente baixos, com reduções expressivas no preço da caixa com centenas de unidades.
Apesar da atual baixa nos preços, economistas apontam que essa tendência pode ser temporária. A expectativa é de que haja uma nova elevação nos valores após o período do carnaval, em função do aumento da demanda durante a Quaresma, tradição religiosa em que muitos consumidores reduzem o consumo de carne e passam a utilizar o ovo como principal fonte de proteína. Esse movimento sazonal tende a pressionar novamente o mercado, elevando os preços no varejo. Dessa forma, o cenário atual é interpretado como uma fase de ajuste momentâneo, influenciado por fatores de oferta, demanda e comportamento cultural do consumo alimentar no país.

