MWM MWMW MWM MWMWMW, 10 de Janeiro
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A Polícia Federal iniciou uma investigação para apurar a possível contratação de influenciadores digitais com o objetivo de atacar a reputação do Banco Central nas redes sociais e defender interesses relacionados ao Banco Master. De acordo com informações reveladas por reportagens e documentos analisados, os contratos envolvidos poderiam alcançar valores de até dois milhões de reais e incluíam cláusulas de confidencialidade rigorosas, com a finalidade de impedir o vazamento das estratégias adotadas. A suspeita é de que essas ações buscavam influenciar a opinião pública e questionar a atuação do Banco Central no processo de liquidação da instituição financeira, decretada após indícios de irregularidades.



Paralelamente, decisões judiciais internacionais também impactaram o caso. A Justiça dos Estados Unidos reconheceu a liquidação do Banco Master e determinou o bloqueio de bens e ativos da instituição e de suas controladoras em território norte-americano. Com isso, qualquer movimentação financeira desses recursos passou a depender de autorização judicial. No Brasil, a investigação considera evidências como trocas de mensagens, comprovantes de pagamentos e propostas contratuais direcionadas a influenciadores com grande número de seguidores. Esses acordos previam a publicação de conteúdos periódicos nas redes sociais, com o intuito de criar a aparência de manifestações espontâneas contra o órgão regulador.

Além das suspeitas envolvendo comunicação digital, outras frentes de apuração apontam possíveis irregularidades nas operações financeiras do banco. Um relatório do Instituto Nacional do Seguro Social identificou falhas graves em contratos de empréstimos consignados vinculados à instituição, incluindo a ausência de documentação em grande parte dos casos analisados. Segundo o levantamento, mais de 70% dos contratos não foram apresentados, e, entre os existentes, faltavam informações essenciais, como taxas de juros e condições de pagamento. Diante dessas inconsistências, o órgão recomendou a suspensão de descontos relacionados ao banco, visando proteger os beneficiários e garantir a integridade do sistema. O conjunto desses fatos reforça a necessidade de aprofundamento das investigações e de medidas que assegurem a transparência e a legalidade no setor financeiro.