MWM MWMW MWM MWMWMW, 15 de Janeiro
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou um novo medicamento injetável para a prevenção da infecção pelo HIV, considerado um avanço significativo na área da saúde pública. Trata-se do primeiro tratamento desse tipo com aplicação semestral, capaz de reduzir o risco de infecção em níveis próximos a 100%. O fármaco, denominado lenacapavir e comercializado internacionalmente como Sunlenca, foi desenvolvido por um laboratório estrangeiro e segue recomendação recente da Organização Mundial da Saúde. A indicação é voltada para pessoas sem infecção pelo vírus, com idade a partir de 12 anos e peso superior a 35 quilos, sendo obrigatória a realização de teste negativo antes da aplicação. Embora já aprovado no Brasil, o medicamento ainda não possui previsão de disponibilidade no mercado nacional nem definição de preço.



A eventual incorporação do tratamento ao Sistema Único de Saúde dependerá de análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, responsável por avaliar custo, eficácia e impacto orçamentário. A aprovação ocorre em um contexto global de preocupação com a estagnação nas estratégias de prevenção ao HIV, uma vez que, no último ano, foram registradas aproximadamente 1,3 milhão de novas infecções em todo o mundo. Nesse cenário, a introdução de novas tecnologias é vista como essencial para ampliar o alcance das políticas de prevenção, oferecendo alternativas mais práticas e com maior adesão por parte da população.

Apesar do potencial inovador do medicamento, especialistas ressaltam que ele não substitui outras formas de prevenção já consolidadas. No Brasil, desde 2017, o SUS disponibiliza a profilaxia pré-exposição ao HIV por meio de comprimidos de uso diário, que também apresentam elevada eficácia na redução do risco de infecção. Além disso, o uso de preservativos continua sendo uma medida fundamental para prevenir não apenas o HIV, mas também outras infecções sexualmente transmissíveis. Dessa forma, o novo tratamento deve ser compreendido como um complemento às estratégias existentes, contribuindo para fortalecer as ações de saúde pública voltadas ao controle da doença.