MWM MWMW MWM MWMWMW, 11 de Janeiro
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O desmatamento nos biomas da Amazônia e do Cerrado apresentou redução ao longo do último ano, conforme dados de monitoramento por satélite realizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Esses dois biomas, considerados os maiores do país em extensão territorial e biodiversidade, são acompanhados em tempo quase real pelo sistema DETER, que emite alertas sobre áreas sob risco de degradação. No caso da Amazônia, o monitoramento contínuo ocorre desde 2016, tendo registrado seu pico em 2022, quando mais de 10 mil quilômetros quadrados de floresta foram devastados. Desde então, observa-se uma tendência de queda, consolidada no último ano com o registro de 3.817 quilômetros quadrados sob alerta, o que representa uma redução de quase 9% em relação ao período anterior. Esse resultado configura a terceira diminuição consecutiva e o melhor desempenho dos últimos oito anos.



Apesar da redução consistente, especialistas apontam que o ritmo de queda do desmatamento tem desacelerado, o que evidencia a complexidade do desafio enfrentado pelo país para atingir a meta de eliminar o desmatamento ilegal até 2030. Nesse contexto, o Ministério do Meio Ambiente reconhece que as ações de fiscalização, embora essenciais, não são suficientes de forma isolada. Torna-se necessário ampliar estratégias que envolvam o incentivo a atividades econômicas sustentáveis, promovendo o uso racional dos recursos naturais sem comprometer a preservação ambiental. Entre as medidas destacadas estão o estímulo à produção com a floresta em pé e o investimento na melhoria da produtividade em áreas já desmatadas, evitando a expansão de novas frentes de degradação.

No bioma Cerrado, os dados também indicam uma redução pelo segundo ano consecutivo, com a área desmatada alcançando 5.357 quilômetros quadrados no último levantamento. Ainda assim, a situação permanece preocupante, especialmente em estados como Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, que concentram os maiores índices de desmatamento. Especialistas ressaltam que, apesar dos avanços recentes, o bioma já apresenta mais de metade de sua área original comprometida, o que exige medidas mais rigorosas e integradas para conter a degradação. O enfrentamento desse problema demanda a articulação entre diferentes níveis de governo, setor produtivo e sociedade civil, com o objetivo de implementar políticas mais eficazes e duradouras de conservação ambiental.